Osteopenia: causas, sintomas e tratamentos

Saiba mais sobre a osteopenia, condição que precede a osteoporose, e o que fazer para evitá-la

Você sabe o que é osteopenia? Ela é uma condição de saúde que precede a osteoporose. Isso mesmo: antes mesmo da osteoporose os ossos já podem estar sofrendo desgastes, pois é na fase da osteopenia que acontece uma diminuição da massa óssea que, se não tratada a tempo, pode resultar nos ossos extremamente fragilizados no futuro1.



Por isso, é importante detectar a condição já no início, pois a osteopenia tem cura e é possível impedir sua progressão, fazendo com que haja qualidade de vida e manutenção da saúde dos ossos na terceira idade1.



Por definição, a osteopenia é uma doença que acontece quando a densidade óssea não está normal, mas também não está baixa o suficiente para ser considerada osteoporose. Ou seja, é o momento mais propício para aplicar mudanças de estilo de vida e suplementação específica para evitar que a perda de massa óssea progrida e se torne um problema mais grave que pode resultar em fraturas de qualquer osso do corpo, sendo os mais comuns os quadris, pulso e espinha1,2.



Causas da osteopenia



É importante entender que a massa óssea é formada ainda na juventude. Portanto, é importante manter bons hábitos desde cedo, pois é na infância e adolescência que a formação óssea está a todo vapor. Estima-se que 50% do cálcio presente no esqueleto humano é adquirido e depositado nos ossos entre os 13 e 17 anos1.



A partir dos 20 anos, porém, começa haver uma diminuição da massa óssea que atinge seu pico aos 30 anos, o que exige maior atenção para evitar o processo de desmineralização que pode levar à osteopenia e, se não tratado a tempo, à osteoporose1.



Sabe-se, porém, que fatores hereditários contam muito sobre a saúde óssea de cada pessoa, mas os chamados fatores modificáveis - como a nutrição, por exemplo - têm um papel importante para evitar o avanço da doença e devem ser aplicados já desde a infância1.



Fatores de risco para osteopenia



Sabe-se atualmente que há diversas condições que são consideradas fatores de risco para o desenvolvimento da osteopenia. Ser de origem caucasiana ou asiática, herança genética, menopausa precoce, uso de corticóides ou outros medicamentos como heparina, ácido valpróico, inibidores da bomba de prótons, metotrexato, além disso, outros fármacos e/ou fatores podem ser consideradas como causas que aumentam a chance de desenvolver osteopenia e, por consequência, a osteoporose1.



Sintomas de osteopenia



Assim como a osteoporose3, a osteopenia é silenciosa e não apresenta sintomas. É por essa razão que a prevenção é tão importante, assim como seguir um bom estilo de vida e correta alimentação. No caso da osteoporose, um grau mais alto de perda de massa óssea, muitas vezes ela é diagnosticada apenas depois da primeira fratura3.



Como identificar a osteopenia



A melhor forma de identificar se há osteopenia - ou osteoporose - é por meio da densitometria óssea. Através de um raio-x específico é possível determinar a densidade óssea de diversas partes do corpo, como os quadris, pulso e coluna espinhal. Vale lembrar que o exame é simples e indolor1.



Com o resultado em mãos, o médico poderá avaliar se a densidade óssea está na faixa da normalidade ou, se estiver abaixo, quão deficiente ela já está, definindo então se a pessoa tem osteopenia ou até mesmo osteoporose, a manifestação mais grave decorrente da perda de massa óssea1.



É importante saber que as mulheres que estão perto da menopausa têm de consultar um médico para entender como está sua densidade óssea. Isso porque, naturalmente pela idade - e esse fenômeno acontece depois dos 30 anos - se perde anualmente um pouco de massa óssea1,2.



Além da densitometria óssea, há exames de sangue que podem dar uma pista para o médico sobre como anda a saúde dos ossos daquele determinado paciente. Exames que avaliam os níveis de cálcio, fósforo, albumina, fosfatase alcalina, funções hepáticas, creatinina, vitamina D e TSH também podem ser parte importante no diagnóstico1.



Como prevenir



A prevenção da osteopenia deve começar desde cedo. A dieta, por exemplo, precisa contar com alimentos que fortalecem os ossos, como um aporte correto de cálcio e proteína, além de a pessoa manter os níveis corretos de vitamina D por meio da exposição controlada ao sol ou pelo uso de suplementos1.



O cálcio é essencial para a saúde dos ossos, pois é um mineral fundamental para a massa óssea, por isso é importante manter uma ingestão correta durante a adolescência e na fase adulta jovem, quando está acontecendo a construção de uma poupança óssea para o futuro.



Sabe-se que, depois de atingir o pico de massa óssea - o que acontece entre 20 e 30 anos, se não houver um aporte correto de cálcio, há perda de 0,25 a 0,5% da massa óssea anualmente, tanto para homens como para mulheres1.



Com isso, calcula-se uma perda de massa óssea entre 5% a 15% dentro de 20 anos de negligência com a dieta - quando ela é carente de cálcio - e com bons hábitos de vida. Por isso, entre os alimentos para osteopenia - aqueles que ajudam a prevenir a condição - devem estar leite desnatado, vegetais verde escuros, como brócolis, couve, entre outros, pois são boas fontes de cálcio1, ou seja, estes alimentos contêm vitaminas que fortalecem os ossos.



Na alimentação, o ideal é também evitar o excesso de álcool ou refrigerantes à base de cola, pois eles contêm ácido fosfórico, substância responsável por impedir a absorção do cálcio no trato intestinal, o que diminui a disponibilidade dele no organismo, levando à fragilidade dos ossos1.



Os níveis de vitamina D, por sua vez, precisam ser uma preocupação para quem deseja prevenir a osteopenia e osteoporose. Isso porque ela mantém o cálcio sérico e as concentrações de fosfato adequadas para uma boa saúde óssea durante toda a vida1.



O exercício físico é também importante para a manutenção da saúde óssea, portanto, na prevenção da osteopenia. Isso porque eles ajudam a evitar a perda de massa óssea e aumentá-la, por isso a recomendação é manter a atividade física regular, já que, quando interrompida, os benefícios são perdidos1.



Exercícios de impacto e resistência são os mais adequados para este fim, portanto, devem fazer parte da rotina de quem deseja preservar a massa óssea. E entre os que podem ser colocados na rotina estão: corrida, caminhada, Tai-Chi, dança, tênis e o ato de subir escadas.



No caso da caminhada, o ideal é que os adultos caminhem de 5 a 8 quilômetros por semana, pois isso vai ajudar a manter ou até mesmo a aumentar a massa óssea em regiões mais afetadas pela osteopenia e osteoporose, caso dos quadris e da coluna1.



O tratamento da osteopenia



O tratamento para osteopenia envolve, especificamente, mudanças no estilo de vida, exercícios físicos, boa alimentação e suplementação de cálcio e vitamina D quando o médico avaliar necessário. Com isso, é possível barrar e inclusive passar a ganhar mais massa óssea, evitando, assim, a osteoporose no futuro1.



Referências:

1 - Karaguzel G, Holick MF. Diagnosis and treatment of osteopenia. Reviews in endocrine & metabolic disorders. 2010. Dec;11(4):237-51. DOI: 10.1007/s11154-010-9154-0.

2 - Mayo Clinic. Osteoporosis. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/osteoporosis/symptoms-causes/syc-20351968 Acesso em 20 de julho de 2020.

3 - Sociedade Brasileira de Reumatologia. Cartilha - Osteoporose. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br/download/osteoporose-a4/. Acesso em 15 de julho de 2020.

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